quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Goodbye my blue sky, goodbye.


Did you see the frightened ones?
Did you hear the falling bombs?

Did you ever wonder
why we had to run for shelter
when the promise of a brave new world

unfurled beneath a clear blue sky?


Did you see the frightened ones?

Did you hear the falling bombs?

The flames are all long gone

but the pain lingers on


Goodbye blue sky

Goodbye.

Pink Floyd.

Assim como tudo nesta vidinha de loucos, a peça um dia também chega ao fim. A minha já não conseguia mais se estender. Fui invadido por uma imensidão de novidades. Fui arrastado de minha própria concha solitária, e carregado por inúmeros motivos e fatos a novas realidades, novas cores. Tolices ao vento nunca conseguiu se enganar por completo, ele nasceu com um propósito único, viveu por ele, e agora morre com ele. Não dá pra fugir eternamente do que você é, e ele não conseguiu. Cumpriu o seu papel com destreza de um maestro, realizou e concretizou fatos com louvável flexibilidade e fé. Fez-se um blog, que do blog, um algo mais. E hoje percebo, sua hora chegou, seu compromisso com a existência já não tem brilho, e sua vontade de mudar já não vence sua verdadeira hora de ir. Bom, a todos que fizeram parte dele, se apegaram a ele, ou simplesmente observaram de fora com olhos intrincados de outrora, devo anunciar a hora de partida. Inicio o final com uma música lindíssima da banda Pink Floyd, e finalizo esta linda e trágica peça da vida com a mesma música que a iniciou, sua trilha tema, deixando meu humilde obrigado a tudo que fez do blog Tolices ao vento parte única da minha vida.
É, chegou a hora...



Adeus.
Aplausos.
Fim.




( http://www.youtube.com/watch?v=McnTmRqNzBs )

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ensaio sobre a Cegueira

"Há que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte"

"Dar tempo ao tempo,
o tempo é que manda
o tempo é o parceiro que está
a jogar do outro lado da mesa,
e tem nas mãos todas as cartas do baralho,
a nós compete-nos inventar os encartes com a vida..."

"Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que vendo, não vêem"


“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.”

homenagem a José Saramago pela grande obra, estou fascinado com tal genialidade e profundidade das frases e da concepção do que é realmente importante na vida, de como somos imundos e materialistas, dependentes da falsa visão da vida.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

depoimento de orkut pra posteridade.

O GORDO E O MAGRO
Por Victor Queiroz

Era um gordo com pinta de pilantra, cara de mau, mal humorado, parecendo que plantava o caos (ainda não é o momento pra falar disso) e um magro na dele, calminho, com cara de quem nunca tinha aprontado uma...
E então...
"Ei cara, sabe qual a próxima aula?"
Já era! Um destino pesado se formou ali!
Se fosse tempos na frente, a pergunta seria outra. E a forma de perguntar tbm!
[...]
O tempo passou e o magro viu que a imagem criada do gordinho não era bem aquela. Na verdade ele não era nenhum pilantra, tão pouco um cara de botar o terror... Ainda não! E o gordo viu que o magro calminho na dele, na verdade não era tão na dele e que tbm já tinha aprontado algumas e tinha algumas histórias pra contar... Histórias até então sem participação do gordo.
O tempo foi passando até que um dia:
“-Ei gordo, vamo nessa pro Clube?”
“-Vamo nessa!”
Pela primeira vez o caos do gordo e o magro juntos! E ali a chamada “esculhambação” deu as boas vindas para o gordo!
O gordo cada vez mais foi se apaixonando pela vida hj denominada de “Play Hard!” e ai sim, começou a plantar o caos!
O tempo continuou passando, muitas coisas aconteceram e aquela amizade só aumentava... Foram fazendo história, muitas vezes uma garrafa na mão ou embaixo do braço fazia parte dessa história (mas isso é só detalhe). E claro, com eles sempre aquele semblante de quem estavam prendendo uma boa gargalhada!
Tudo era motivo pra uma curtição, uma piada, uma ‘tiração’ de onda. Óbvio que momentos mais delicados apareceram, épocas mais sérias, fases difíceis... Assim como todo mundo, nem sempre tudo era perfeito. Mas sempre souberam lidar com todo o tipo de situação. Ter a certeza de que momentos complicados passariam (e passavam) e que sempre coisas boas apareceriam em seguida era quase que automático na cabeça daqueles dois meninos.
E assim as coisas foram acontecendo e foi se formando neles uma imagem característica de bom-humor, de felicidade, de saber viver, saber curtir e sentir a vida e se apegar cada vez mais a ela.
E as boas gargalhadas (algumas vezes até sem motivos), as diversões, “comédias”, curtições se mostraram cada vez mais presentes.

Hoje, assim como sempre foi e sempre será, não podem saber o futuro (afinal de contas, o inesperado sempre foi o mais divertido de tudo), mas olhar pra trás eles podem e, fazendo isso, podem ver o passado como um filme na cabeça deles. Um filme com o melhor elenco de todos, melhores diretores, protagonistas, figurantes...
Simplesmente os melhores de todos... Pois TODOS os que participam desse filme são verdadeiros AMIGOS!

Abração, irmãozim!

Play Hard!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Miúcha e os Cariocas - Show único da verdadeira Bossa Nova

Ambiente antigo, um tom de boemia atrasada me preenche a mente, mas logo percebo que não é meu este tempo que já foi tão bom. Centro da cidade, Teatro José de Alencar. Duas cortesias me surgem sem motivos, e sem motivos estava lá na bela e já cansada entrada deste último suspiro de bossa nova que poderia presenciar ao vivo. Algumas madames corriam dos cambistas, enquanto casais de velhinhos apenas mantinham a pose e o andar cuidadoso. Pipoqueiros faziam a abertura, e dentro apenas um teatro velho onde não me encontrei, sentei nas cadeiras antigas e me senti perdido em outro tempo que não foi meu. Ah, Bossa Nova ao vivo, seria mesmo possível?

As luzes se apagam, percebo um piano, logo o baixo forte e delicado, o violão sambado e a bateria sutil: a banda começou. Aquele cenário alvo e negro com lustres coloridos e detalhes listrados me lembraram um pouco o Rio. Era apenas um detalhe que já não me importava, a projeção me colocou em lembranças maiores, fui voando na saudade e me encontrei novamente com o calçadão de Copacabana, as ruas do Leblon, e a brisa da bossa nova desse meu Rio. Então vou e volto, me encontro ali na platéia ou no pensamento profundo. A voz suave toma conta do teatro e aplausos preenchem todo o resto, é ela que sobe ao palco de forma única, viva, quase posso enxergar Vinícius e Jobim ao lado, e a voz realmente é dela, é de Miúcha.

O show segue, sua graça é demais, nos intervalos dos aplausos e do piano uma história era contada, sobre Jobim, sobre Baden, sobre seu irmão Chico, sobre o grande amigo boêmio e poeta Vinicius de Moraes - Saravá - que lhe foi tão presente nos bares da lapa e na noite de Copacabana. Que coisa linda ouvir dela, ouvir de alguém que realmente estava lá, abraçou e beijou eles, os criadores da Bossa Nova pura, e dela ouvimos, rimos, nos emocionamos e principalmente cantamos junto.

Mas devo dizer que aquele sorriso simpático, de música em música, me lançava adagas afiadas em meu peito, me cortando letra a letra, tom a tom, nota a nota. Sangrei por dentro, não minto, parte de mim chorou ao ouvir tanta música linda junta, tanta dor, tanta cor, tanto amor. E assim fui, sangrando durante o show, me emocionando, e absorvendo tudo que podia, agarrado no momento para nunca mais esquecer, para tentar esquecer de tudo, para tentar voltar por um minuto pra esse tempo que nunca foi meu. Ah, Bossa Nova.

E além de tudo, tive o grande prazer de apreciar Os Cariocas e seus vocais anos 50. Foi tudo um grande espetáculo pequeno e profundo, que desejava nunca acabar. Gente Humilde, Eu te amo, Águas de Março, Wave, Berimbau, Ela é Carioca, Pela luz dos Olhos Teus, Vai Levando, Samba do Avião, Desafinado, Minha Namorada, facadas e apunhaladas no peito, sangrei e cantei, uma a uma, e então o Bis final, o inesperado Bis que me pegou pelas costas já indo embora, me jogou na cadeira novamente, e me deixou sem opção: cantei cada palavra com a mão no coração pra não deixar cair..

Vai minha tristeza, e diz a ela que sem ela não pode ser, diz-lhe, numa prece Que ela regresse, porque eu não posso Mais sofrer. Chega, de saudade a realidade, É que sem ela não há paz, não há beleza É só tristeza e a melancolia Que não sai de mim, não sai de mim, não sai Mas se ela voltar, se ela voltar, Que coisa linda, que coisa louca Pois há menos peixinhos a nadar no mar Do que os beijinhos que eu darei Na sua boca, dentro dos meus braços Os abraços hão de ser milhões de abraços Apertado assim, colado assim, calado assim Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim. Não quero mais esse negócio de você longe de mim...

Aplausos de pé!


Show maravilhoso, incrível, espetacular, emocionante, forte, suave, lindo, delicado, apaixonante e principalmente: Legítimo.

"Que isto é Bossa Nova, isto é muito natural O que você não sabe nem sequer pressente É que os desafinados também têm um coração"



* Miúcha foi casada com João Gilberto, é irmã de Chico Buarque, e amiga de Tom Jobim, Baden Powell, Toquinho e principalmente do grande Vinicius de Moraes, vivendo intensamente na Bossa Nova.


terça-feira, 2 de setembro de 2008

tu é muito filme jorge

Jorge. diz: eu to tão afim de viajar pra Londres, Paris, Budapeste, sabe? qualquer lugar fora daqui. onde seja frio, melancólico e tenha café e cigarros. e mesmo assim eu me sinta bem, sozinho, e conheça novas pessoas.

Ela diz: tu é muito filme jorge..

Jorge. diz: eu sou
Jorge. diz: eu sempre tive isso, e já ouvi de várias pessoas. minha vida é sempre cena de filme, poesia, drama. eu gosto disso.
Jorge. diz: eu gosto de ver a vida assim. todo canto parece um filme com trilha sonora (quando de fone).
Jorge. diz: eu indo pra faculdade andando nas ruas, à noite, sozinho, passando o cruzamento fumando, ainda do uma parada assim pra posteridade, solto a fumaça, faço um olhar de revolucionário perdido, e sigo em frente.
Jorge. diz: eu gosto, me conforta.
Jorge. diz: consegue entender?

Ela diz: consigo.

Jorge. diz: E você.. Como enxerga a vida? O dia? Assim no geral?

Ela diz: sei lá, acho que sou mais simples que você. eu deixo muito as coisas acontecerem eu entendo essa tua visão cinematográfica das coisas mas é poesia demais pra 24hrs.. to numa fase bem let it be

Jorge. diz: E porque eu não seria simples? E você acha que eu não deixo as coisas acontecerem? E quem disse que é poesia 24h? Isso só me ocorre em momentos certos, são momentos tipo voltando pra casa sozinho, indo pra faculdade andando (da parada até lá) sozinho. Antes de dormir, na estrada, ouvindo música. Momento assim que tenho essa visão poesia. quase sempre sozinho.
Jorge. diz: mas aprecio sua vida let it be, mas acho que às vezes é bom pegar o rumo e se apaixonar pelo horizonte distante. às vezes é bom ter uma direção, nem que seja inventada.
Jorge. diz: eu ando sempre em busca. mas nunca sei o que é. e mudo de percursos sempre que quero. Mudo de rota.
Jorge. diz: não me acho complicado.
Jorge. diz: só me acho poético. e a poesia é simples. é só o fato de olhar a beleza nas pequenas coisas. adoro simplicidade e minimalismo, não procuro complicar, mas diferente disso, procuro intensificar. complicar é dificultar, eu odeio isso.

Ela diz: eu te acho simples.

Jorge. diz: eu sou simples pelo seguinte fato: quero faço. penso falo. sinto faço.
Jorge. diz: mas torno as coisas maiores - sim - do que elas são. sempre me falaram isso. eu leio entrelinhas que não existem. eu aprofundo demais uma coisa superficial. mas isso eu chamo de intensidade. de valor. de sentido. e não de complexidade.
Jorge. diz: e gosto. não gosto de pessoas vazias. pessoas desinteressantes. sem conteúdo. superficiais demais.
Jorge. diz: odeio.
Jorge. diz: eu gosto é de me afundar. pessoas que me molhem. me levem pra um mundo novo. conteúdo, idéias, imaginação, pensamentos, brigas, gostos, abraços, músicas novas, e novos paladares de relação. disso que eu gosto!
Jorge. diz: se eu pudesse viveria de viagens.
Jorge. diz: conhecer o mundo inteiro. todas as línguas, dialetos, culturas, imagens, cenários, festas, locais, dores, sentidos, perguntas, e tudo mais desse mundo.
Jorge. diz: mas não posso, então me permito usar ao máximo o que me cerca.
Jorge. diz: seja pensar no ônibus lotado. seja rodar a noite inteira sem rumo. seja sentar numa calçada qualquer e reparar as pessoas, seja um bom papo sem compromisso em um bar qualquer de sempre.

Jorge. diz: sabe?

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Nossa Causa Maior (Arquivo antigo)

Viver sempre foi bem interessante. O simples fato de estarmos vivos não nos diz muito sempre, mas sempre haverá algum momento que saberemos realmente o porque de estarmos vivos. Engraçado acharmos que a vida é apenas estarmos vivos. Seria até desleal com os deuses pensar que ‘estamos vivos e isto é tudo’ - ah, infinita highway. E digo isto não por opinião própria ou vaidade de achar que sei o que é viver (longe disso), mas digo baseado em tudo que nos rodeia. Não é difícil notar, apenas dê uma leve olhada ao mundo que vos rodeia e verá o novo, pronto para se viver.


Na correria diária (capitalista acomodada), vivemos por impulso, seguimos o cardume, nos perdemos no escuro do oceano. Esquecemos quem realmente somos, o que gostamos de fazer, esquecemos até do próximo ao lado no mesmo elevador de sempre. Bom dias e olás são distribuídos de forma gratuita e sem cor por todos que lhe enfrentam no dia-a-dia feroz da carga horária de cada um. Pensamentos em volta de cafeína e papeis amontoados grudam em nossas costas, acumulam uma imensidão de problemas e pesos fictícios modelando como vai ser nossa personalidade de cidadão, nossa vida, nossa rotina.

Sorrirmos para nosso chefe, para nossos colegas e até para desconhecidos, mas esquecemos de sorrir para nós mesmos todos os dias ao escovar os dentes. Esquecemos de nos dar bom dias e boas tardes acompanhando apertos de mão e abracinhos cautelosos. Abrimos mão de nos amarmos para sermos soldados de uma causa maior; o trabalho. E perdemos nossa criança, nosso adolescente, e nossos sonhos por facadas de rotina. Será mesmo que estou errado ou todos se perderam na imensidão do oceano?

Jorge Nunes Quental,
Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A cicatriz.















Uma queda, tropeço inusitado, voa e leva a cara ao cimento da calçada. Adrenalina, susto, medo da rapidez que a coisa aconteceu. Levanta-se num pulo, procura em todas as direções o que não sabe bem o que procurar. Respira, pensa coisas sem sentido e tenta lembrar o que houve.
- beijei o chão, e ninguém percebeu. Pensou calado.

Limpa o rosto, senta na graminha e recolhe o brinquedo quebrado (as peças faltam). A gota viscosa escorrega do joelho lentamente, sem perceber anda em busca da mãe. Então o choro, seu joelho rasgado arde com o vento. E assim corre mais, tenta fugir da dor. Abraça com força, grita, esperneia, se joga ao chão novamente e morde o pouco do vestido estampado que consegue alcançar da mãe. Ela tenta recolher o desespero e joga-lo longe da criança, da beijinho na testa, passa água no joelho, cuida como só uma mãe consegue cuidar do filho que foi a rua e se danou demais. A mãe tentando disfarçar a dor se joga na grama verde do jardim, faz coscas no filhote e puxa uma brincadeira de manhas e carinhos. A criatura escandalosa já começa a se acalmar, e o choro então abre espaço para os pequenos soluços ritmados e o dedo na boca.
- tá doendo mamãe. Faz parar, faz.

Na calçada suja, o menino sorridente que corria sem medo, que ganhava o mundo sem limites, correndo, buscando, curioso como quem nunca sentiu dor na vida, fica ali. O tropeço que o momento da queda causou agora faz parte de sua vida. Talvez um dia lembre disso, talvez não. As marcas ficarão lá para lembra-lo de olhar sempre onde pisa, ter cuidado com sua mania em correr demais por ai, e de sua liberdade esboçada em sentimentos de aventura e sonhos. As marcas ficarão lá para lembrar que foi vivo demais, que corria como o vento, que não lembrava da hora de dormir, e por alguns instantes não valia a pena pensar no pior, e sim na beleza da vida. Cicatrizes farão parte em um corpo crescido, serão esquecidas, perdidas no meio de tantas outras adquiridas. Escondidas em meio a ternos, livros, abuso e dinheiro. Sujeira da velhice na pele que esconde aquele moleque. Apenas marcas de algo que doeu e já nem se lembra mais de como doía infinitamente, dor de dor nova.

Hoje, talvez nem se lembre mais do beijo da mãe na testa e a voz suave tranqüila dizendo:
- vai passar meu amor, vai passar.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Bala no bolso











É engraçado como o blog faz jus ao nome.

Foram tolices ao vento, palavras em vão.
E hoje, estou dando um adeus com toneladas de certeza.
Tenho um compromisso maior que essa causa perdida.
Estou nessa relação confusa a 22 anos comigo mesmo,
sem tempo pra tempestades de areia e decepções multiplicadas.

Não quero mais um trago, não desse cigarro que me rasga, a cada suspiro me leva ao chão.
Chega de abraçar navalhas sabor morango, sorrisos prontos de apertar botão.
Quero um amor tranqüilo, cansei desse meu amor inventado.
Quero kandinsky e modigliani em tardes de domingo.
Ponto de ônibus ouvindo led zeppelin, caçando o horizonte desfoque.
Atravessar a rua por um cigarro, sorrir no fim do dia.
Trabalhar com cheiro de noite passada. Correr pela vida e ser tachado de louco.
Porque é louco que quero ser, se não, volto a normalidade, e dela não sou amigo.

Tenho aquela certeza de missão cumprida que me aqueta.
Volta e meia me da um abraço amigo, quente.
E a etiqueta que colo em mim de poeta único
Hoje guardo no bolso com carinho, pra ninguém ver.
Bala guardada pra depois, pra quem merece.
Hoje não pertenço mais ao vício, e sim a vida.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

The Bluest Blues.


I couldn't wait to see you - waiting by the door
There's no one there to meet me - and your clothes are on the floor
Sorry if I hurt you - and I made you cry
Couldn't stand to see you - with another guy
It's the bluest blues - and it cuts me like a knife
It's the bluest blues - since you walked out of my life

Couldn't really tell you - how you hurt my pride
Something broke within me - down inside
I never knew I loved you - til you went away
Now the loneliness surrounds me - everyday
It's the bluest blues - since you walked out of the door
It's the bluest blues - cause I won't see you no more

I'm sorry if I failed you - if somehow I'm to blame
It's the bluest blues I'm feeling - it's a cryin' shame
I just can't live without you - face another day
It's the bluest blues I'm feeling, and it's here to stay
It's the bluest blues, and it cuts me to the bone
It's the bluest blues, when you can't find your way home


Ten Years After.

saudades do meu balão amarelo que voou e foi embora.

"É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor.
E só o amor faz o bobo."

"Não sei separar os fatos de mim,
e daí a dificuldade de qualquer precisão,
quando penso no passado."

"Mas nem sempre é necessário tornar-se forte.
Temos que respeitar nossas fraquezas.
Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza
legítima à qual temos direito.
Elas correm devagar e quando passam pelos
lábios sente-se aquele gosto pouco salgado,
produto de nossa dor mais profunda."

"Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada.
A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo.
E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam.
Mentir dá remorso. E não mentir é um dom que o mundo não merece..."

"Sou como você me vê
Posso ser leve como uma brisa,
ou forte como uma ventania,
depende de quando, e como vc me vê passar"



Textos: Clarice Lispector.