antes solitário
perdido por entre pensamentos calados
quarto vazio, tv ligada sem sentido
violão sem som, desafinado, mudo
fotos sem sorrisos, sem cor
palavras ditas sem saberem ser ditas
perdido em seu próprio castelo
seu próprio roteiro decadente de vida
agora, ela.
- o que você tem meu filho?
- hm?
- tá tão diferente, vivo.
- hm... (sorriso bobo de lado)
- e esses olhos? brilhando?
- é.. me encontrei mãe.
- se encontrou?
- é.. ganhei cor.
- tem razão meu filho, você antes preto e branco, agora me soa uma cor.. que cor é essa meu filho?
- é minha cor mãe. minha nova cor...
agora, sou cor de gabi.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
agora, encontrei minha cor.
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John Kiev
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domingo, 25 de novembro de 2007
Só os tolos são felizes
Curta a vida intensamente. e arrisque sempre!
lute pelos seus sonhos, e não ligue para os sábios,
seja tolo e feliz em suas metas!
Pois só os tolos são felizes em suas iluditórias
e fantásticas realidades longe de desfeitos
da falta de crença humana do poético da vida.
continue sempre com esse olhar romântico sobre a vida..
só os tolos são felizes...
(21/03/2007)
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John Kiev
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07:37
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Poema do outro dia.
Alguém por ai
brincando de controlar
juntou nosso destino
pra vê no que é que dá
Sem pensar que os dois
já eram muito de explosões
tentou até evitar
mas viu que tava mais pra cá do que pra lá.
Então por conta própria
os dois começaram a lutar
por esse desejo único
esse novo lance de amar
E então fez-se o erro
E dai a sua dádiva
ambos se entregaram
de corpo, alma e limitações
Resistiram, controlaram
porém foi tudo em vão
o amor em sua grande força
ali, tudo dominou.
Era tarde pra correr
talvez até pra se enganar
o jeito agora era
esse tal lance de amar
E pra braços e beijinhos
os dois foram atrás
olhos se fitavam, encontravam-se no ar
corpo, alma e timidez, perdidos.
Ela dizia:
"neste mundo de tantos anos
entre tantos outros
Que sorte a nossa ein?
entre tantas paixões
esse encontro nós dois
esse amor"
Ele, calado com um sorriso contido de lado, pensava.
mas logo depois soltava:
"You and me babe, how about it?"
Esperando a próxima aventura;
te amar.
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John Kiev
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Se ela voltar
"Se você ama alguém, liberte-o.
Se ele voltar, será seu para sempre."
* se não voltar, bom, ai terei uma bela história trágica para um novo sambinha.
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John Kiev
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domingo, 18 de novembro de 2007
Já não posso mais correr
- Volta pra mim!
era tudo que eu queria dizer.
que eu queria acreditar.
amei, sabendo do perigo
acreditei, na nossa peça
me enganei, achando que você estava ao meu lado.
sempre soube que isso ia acontecer
mas você, sempre você, única, eu não podia perder
e fui assim levando, errando com você, me entregando.
mas agora machuca, destroi tanto que não sei o que faço.
imploro pra minha mente não pensar mais em você
me declaro sudito do meu coração, só para ele te largar.
meu olhar se perde na noite, procurando teu sorriso.
só mais uma vez.
sua decisão foi tomada,
você só pensou em você.
e depois me fala da sua dor.
bom, não te culpo.
não te peço pra se entregar, largar tudo.
nem raiva sinto, mas também não compreendo.
eu apenas sinto, e espero chorando o dia que não vou mais querer te ter.
ou, me engano, achando que vou encontrar alguém como você, mesmo sabendo que não é verdade.
te espero, só não me peça pra ir atrás,
pois já não posso mais correr.
te espero, que venha, me ganhe,
prove pra mim que é minha.
seria eu seu personagem mais querido,
ou apenas um esquecido na vida real?
beijos finais.
Romeo.
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John Kiev
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quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Show me how to live
Poeira, estrada. Deserto de vontades soltas pela areia perdido, sem dono. Veloz, o Dodge Challenger V8 negro corta o vento sem medo, imponente, abrindo caminho para o Ray-Ban arranhado, espelhando o destino final: o horizonte sem fim. Chapéu de Cowboy, violão no banco de trás. O rádio quebrado não repete mais a fita k7 antiga, mas 'born to be wild' continua a ecoar em sua mente, empolgando um leve sorriso desconfiado, seguido de um suspiro pretensioso de vontade contida (possuí-la novamente). Lembra da noite passada, mexe no cabelo dela deitada em seu peito, e outra vez a memória da sua experiência volta a mordê-lo. Começou como qualquer outra em sua vida, sem motivos, sem intenção. Estava de viagem sem rota final, fugia da cidade, do seu passado, e tentava despistar tudo com a poeira da estrada, se iludir, desfazendo as suspeitas. O cigarro chegava ao fim, e em sua última tragada avistou a próxima parada. Era mais um daqueles postos de estrada, sem muita coisa, sujo, cansado dos viajantes. Abraçado por sua jaqueta antiga, companheira de inúmeras ousadias, ele, caminhou com seu estilo badguy até a porta do bar ao lado. Entrou de cabeça baixa, preferia não ser percebido, não era de se expor, aprendeu isso com a vida, não acertava no amor, optou por ser mais um lobo solitário da noite.
- O que vai querer?
- Uísque, duplo. Sem gelo.
- Hm... Alguma preferência?
- Jack Daniel's.
- Hm... Algo mais?
- ...Lucky Strike, red.
Balançando as chaves, saiu sem olhar pra trás. Apanhou seu isqueiro Zippo prateado, e fitando o seu destino, acende outro cigarro. Parado, ali ficou por alguns minutos. Processando a fumaça densa, soltando devagar, destilava seus medos e suas aflições. Pensava em qual seria o próximo passo, a próxima conquista. Então uma voz leve e desconhecida apanha sua atenção:
- Hey, estranho. Tem um desses pra mim?
Escuta, mas não responde. Permanece deitado na parede, com sua pose solitária. O olhar, fixo no horizonte, não cede a curiosidade de saber de onde vem a voz. Ela se aproxima, enfrenta seu olhar e pergunta novamente. Ele, admirado, achou incrível aquele insulto, aquela invasão. Sem desviar daquele primeiro contato súbito com a estranha garota, puxa a carteira já amassada e oferece com cautela, como quem não quer se entregar de vez. Aproveita o momento em que ela, sorrindo, pega o cigarro. Calça jeans gasta, Ray-Ban prateado pendurado na gola da blusinha branca, ele gosta do que repara com audácia. Não agüenta e acaba deixando a curiosidade guia-lo:
- Como se chama?
- Estrada, e você?
- Fuga.
- ... (ela, deixa escapar um sorriso)
- ... (ele, deixa escapar um suspiro)
- Porque esse nome? Foge de algo?
- Sempre. Procuro o novo, fugindo do passado. Não me prendo a nada e nem a ninguém, prefiro assim, sem rumo.
- I like that.
- Hm... E você, estrada?
- Gosto de levar sempre algo comigo, me acompanhar pela estrada da vida, gosto de guiar sonhos e fugas. Prefiro assim, ser levada pelo momento, pelo agora.
O cigarro acaba, ele agarra a mão dela e puxa. Ela, indomável, resiste. Olhares se encaram, trocam milhares de pensamentos em poucos segundos. Se aproxima, e com cuidado agarra sua nuca, soltando devagar sua última carta.
- Vem comigo.
- Pra onde?
- Conquistar a noite. Arriscar, ousar. Viver a vida.
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John Kiev
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Não sou mais um sonhador
É difícil compreender,
entender as viradas da vida,
suas trapaças e precipícios.
Se arriscar demais
para viver o intenso
o surreal, o inesquecível.
Se proteger, me defender,
não é mais opção.
Quem sabe o que é amar
se não o risco de sentir demais?
de querer e não poder?
de ter... e logo depois perder.
Às vezes acho que tudo é em vão.
não vale a pena. Às vezes acho que tudo vale.
mas ai nem quero mais.
Será que devo sonhar? Acreditar?
Ou a espera de algo, é enfim, se enganar calado?
não sei. nunca soube. mas sei o que é amar, sentir, entregar-se a algo maior.
não sei mesmo de muita coisa. Mas sei muito bem o que Vinicius quis dizer em canto de ossanha:
"Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer...
Na manhã de um novo amor
Amor só é bom se doer"
Assim como agora sei, o que meu bom amigo Chico me avisou em samba do grande amor:
"Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador
Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira"
não sei mesmo é o que fazer com tudo isso.
Sinto-me no meio de uma guerra que não é minha,
entre o fogo cruzado.
mas...
como algum tolo perdido,
me juntei aos que correm, e fogem da dor.
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John Kiev
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08:08
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007
São apenas beijos
Já viu o céu mudar de cor?
- Claro, o tempo todo.
Era assim Dani, louca para alguns, sonhadora para outros, livre para ela. Acha o horizonte por entre os prédios altos da cidade. Sufocavam tudo, ela dizia. Seus olhos fitavam cada movimento novo, cada saco vazio na rua a voar solitário, cada escrito em banheiros, cada beijo roubado na noite. Passava horas a se olhar no espelho, imaginando como seria se fosse ruiva, mas nunca pintava. Preferia assim, um preto intenso, curtinho, com uma franja mau cortada, estranha e linda ao mesmo tempo. Corria para o quarto agarrar Pumpo, antes dele saltar da janela e sumir na esquina. Seu gato era louco como ela, inquieto, danado, curioso, mas inofensivo. Pumpo só queria liberdade, queria conhecer o mundo. Pensava nisso todos os dias (era o que Dani achava).
- Meus mimos e agradados não são o bastante para você, seu gato malvado? Repetia agarrada ao seu pelo branco. Dani costumava achar que foi uma coruja em outra vida. Não é de se estranhar, seu hobbie mais querido era a fuga noturna. Era da noite, uma Alice perdida no mundo das novas maravilhas!
- Aceita um doce, garota?
- Hm... não quero voar hoje.
Já tinha asas, não precisava daquilo, apesar de adorar.
- E uma bala?
- Não... faz mau aos dentes! (Soltava rindo a beça).
- Tá garota, e um beijo?
- Se você me alcançar,..
Seu sorriso era lindíssimo, difícil homem algum resistir. Carinha de ninfeta, jeitinho de doidinha, deixava todos aqueles playboyzinhos loucos. Talvez a falta de conteúdo, de aventura, de beleza e paixão pela vida, era o motivo deles quererem sugar tudo dela. Mas Dani não era tola, lembrava sempre de Pumpo, quando dizia em pensamento fingindo que o gato falasse:
- Tá tá, pode ir, mas não se entregue a ninguém, você é minha, moça.
- Ahhh fofinho, só um beijo, nada mais. Adoro ver o rosto dos normais, rindo, como se fossem felizes.
- Hm, eles não sabem ver a vida como você Dani. É perca de tempo trocar atos de afeto com desconhecidos assim, obsoletos.
- Pumpo, seu gatinho bobo! São apenas beijos! Só isso
- Garota tola, não sabe que o beijo é o amor em seu formato mínimo. A cada beijo, te perco um pouco.
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John Kiev
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Outras, nem sei
fugir ou ir em frente?
a estrada do amor é cruel.
pensamentos me ferem como lanças,
penetram minha alma, me enfraquecem.
- loucura.
escuto um blues, acendo um cigarro.
tento me encontrar, saber o que sinto.
ás vezes acho que sei,
outras, nem sei. me perco.
conflitos internos como chuva de bombas,
explodem sem parar, são fogos no céu,
iluminam sem saber, não explicam, não resolvem.
meu coração, enfraquecido, se asas tivesse fugiria sem olhar pra trás.
minha cabeça, tola, fantasia raciocínios frios para conter tudo que sente.
bate torto, entorpecido com doses de dúvida e sonho.
penso em ir, penso em mim, paro, olho e não vejo nada além do horizonte.
devo ficar, fugindo de mim mesmo, ou enfrentar a nuvem densa de perguntas sem fim?
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John Kiev
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12:39
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terça-feira, 6 de novembro de 2007
Agora dela
Primeiro minha atenção, depois meu olhar, meu pensamento, meu tempo, e agora meu isqueiro verde-limão. Tudo que tinha e que de fato era só meu, ela levou. Levou consigo, sem saber, de tudo um pouco. Agora estou aqui, só e sem nada.
Primeiro minha atenção, chegou de mansinho, mais uma amiga normal sem nada demais. Nome comum, papo legal, sem muitos rodeios, do jeito simples e direto que gostava. Quando menos percebi, estava lá, horas e horas trocando frases sem fim, dando bom dias eternos e falsos adeus. Minha atenção agora era dela, e sem menos esperar, meu olhar também. Já perdia horas esperando ela aparecer, forjando desculpinhas ao chefe atrasando a pauta só para ficar olhando suas fotos. Depois de poucas semanas, lá se vai meu pensamento junto, voando pra ela. Tentei apanha-lo no ar, mas foi em vão - já era dela. Os dias ficavam cada vez menores, nunca satisfaziam a vontade de falar com ela, viajar naqueles sonhos e fugas que só nós entendíamos. É, o tempo ficou pequeno para tanta conversa, tanta frase bonita, tanta letra de música, tantos joguinhos de amor. Não satisfeita, ela, tratou de carregar meu isqueiro verde-limão, meu único e fiel amigo, presente em todas minhas escapadas noturnas pela vida, em todas desventuras e tropeços, soluços de solidão ou gargalhadas de inocência. Ele era tudo que tinha, meu isqueirinho da sorte. Tratou de leva-lo sem aviso prévio, me desarmando, me deixando totalmente dependente dela. Já não bastava levar-me tudo, queria sempre mais, queria meu fogo, queria meus sonhos, e com eles me queria. Cada cigarro acesso, um passo para a loucura, o devaneio, a tolice: a paixão instantânea. Talvez ela nem saiba o que fez, talvez nem tenha sido de propósito, alguma obra do destino, ou um acaso perdido entre inúmeros descasos que já me ocorreram. Talvez tenha ela criado problemas, culpas, erros em mim, de tudo uma desgraça (mas nada adiantou). Meu isqueiro verde-limão, meu companheiro, minha chama, meus sonhos contidos, meu despertar da realidade, minha sorte, meu apoio: - agora dela.
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19:34
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Cara Juliet
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John Kiev
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19:23
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