É engraçado como o blog faz jus ao nome.
Foram tolices ao vento, palavras em vão.
E hoje, estou dando um adeus com toneladas de certeza.
Tenho um compromisso maior que essa causa perdida.
Estou nessa relação confusa a 22 anos comigo mesmo,
sem tempo pra tempestades de areia e decepções multiplicadas.
Não quero mais um trago, não desse cigarro que me rasga, a cada suspiro me leva ao chão.
Chega de abraçar navalhas sabor morango, sorrisos prontos de apertar botão.
Quero um amor tranqüilo, cansei desse meu amor inventado.
Quero kandinsky e modigliani em tardes de domingo.
Ponto de ônibus ouvindo led zeppelin, caçando o horizonte desfoque.
Atravessar a rua por um cigarro, sorrir no fim do dia.
Trabalhar com cheiro de noite passada. Correr pela vida e ser tachado de louco.
Porque é louco que quero ser, se não, volto a normalidade, e dela não sou amigo.
Tenho aquela certeza de missão cumprida que me aqueta.
Volta e meia me da um abraço amigo, quente.
E a etiqueta que colo em mim de poeta único
Hoje guardo no bolso com carinho, pra ninguém ver.
Bala guardada pra depois, pra quem merece.
Hoje não pertenço mais ao vício, e sim a vida.
