segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Nossa Causa Maior (Arquivo antigo)

Viver sempre foi bem interessante. O simples fato de estarmos vivos não nos diz muito sempre, mas sempre haverá algum momento que saberemos realmente o porque de estarmos vivos. Engraçado acharmos que a vida é apenas estarmos vivos. Seria até desleal com os deuses pensar que ‘estamos vivos e isto é tudo’ - ah, infinita highway. E digo isto não por opinião própria ou vaidade de achar que sei o que é viver (longe disso), mas digo baseado em tudo que nos rodeia. Não é difícil notar, apenas dê uma leve olhada ao mundo que vos rodeia e verá o novo, pronto para se viver.


Na correria diária (capitalista acomodada), vivemos por impulso, seguimos o cardume, nos perdemos no escuro do oceano. Esquecemos quem realmente somos, o que gostamos de fazer, esquecemos até do próximo ao lado no mesmo elevador de sempre. Bom dias e olás são distribuídos de forma gratuita e sem cor por todos que lhe enfrentam no dia-a-dia feroz da carga horária de cada um. Pensamentos em volta de cafeína e papeis amontoados grudam em nossas costas, acumulam uma imensidão de problemas e pesos fictícios modelando como vai ser nossa personalidade de cidadão, nossa vida, nossa rotina.

Sorrirmos para nosso chefe, para nossos colegas e até para desconhecidos, mas esquecemos de sorrir para nós mesmos todos os dias ao escovar os dentes. Esquecemos de nos dar bom dias e boas tardes acompanhando apertos de mão e abracinhos cautelosos. Abrimos mão de nos amarmos para sermos soldados de uma causa maior; o trabalho. E perdemos nossa criança, nosso adolescente, e nossos sonhos por facadas de rotina. Será mesmo que estou errado ou todos se perderam na imensidão do oceano?

Jorge Nunes Quental,
Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

2 comentários:

Elaine Pacheco disse...

Ótima reflexão!

Elaine diz para Elaine: Bom dia, Elaine! ("Abraçinho e aperto de mão") ^^

nat disse...

Muito obrigada pela visita, espero que volte sempre!

Gostei do seu estilo!
Muito bom o texto.