Na correria diária (capitalista acomodada), vivemos por impulso, seguimos o cardume, nos perdemos no escuro do oceano. Esquecemos quem realmente somos, o que gostamos de fazer, esquecemos até do próximo ao lado no mesmo elevador de sempre. Bom dias e olás são distribuídos de forma gratuita e sem cor por todos que lhe enfrentam no dia-a-dia feroz da carga horária de cada um. Pensamentos em volta de cafeína e papeis amontoados grudam em nossas costas, acumulam uma imensidão de problemas e pesos fictícios modelando como vai ser nossa personalidade de cidadão, nossa vida, nossa rotina.
Sorrirmos para nosso chefe, para nossos colegas e até para desconhecidos, mas esquecemos de sorrir para nós mesmos todos os dias ao escovar os dentes. Esquecemos de nos dar bom dias e boas tardes acompanhando apertos de mão e abracinhos cautelosos. Abrimos mão de nos amarmos para sermos soldados de uma causa maior; o trabalho. E perdemos nossa criança, nosso adolescente, e nossos sonhos por facadas de rotina. Será mesmo que estou errado ou todos se perderam na imensidão do oceano?
Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
2 comentários:
Ótima reflexão!
Elaine diz para Elaine: Bom dia, Elaine! ("Abraçinho e aperto de mão") ^^
Muito obrigada pela visita, espero que volte sempre!
Gostei do seu estilo!
Muito bom o texto.
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