sábado, 28 de junho de 2008

momento violão/dor/saudade/solidão/cigarro/amigos/churrasco/cerveja/violão/pensamento/amor/saudade/dor/lembrança/fim













Água de beber

Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim



Eu quis amar mas tive medo
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará

Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abri todas as portas do coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará

Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará

sexta-feira, 27 de junho de 2008

atrasado.












Todos os dias acordo atrasado, engulo o choro e visto a armadura pra enfrentar o dia. É difícil como o tempo luta contra você, como é difícil ser malandro nessas horas e conseguir o que quer. E o mesmo tempo te corta em mil pedacinhos, e cada pedaço é uma dor diferente. Tem a dor da saudade, tem a dor da raiva, tem a dor da rejeição, tem a dor da solidão, tem a dor do orgulho, tem a dor do choro, tem a dor do perdão, e diversas outras que me completam e me descompletam a cada dia. Minha armadura não é das melhores, talvez não encaixei ela bem, fica caindo.. Vai ver, nem quero. Fico me enganando, lutando comigo mesmo, pois, uma parte de mim diz pra ficar e tentar até o último fio de esperança que corre em meu corpo, e outra parte de mim diz pra esquecer a todo custo e viver minha vida sem me gastar mais com ela. Ela. Ela me completa, e sem ela eu sou um anormal. Não consigo viver em paz, não consigo sair, não consigo trabalhar, não consigo nem mais ouvir minhas músicas favoritas. Falta-me algo. Falta-me crer que acabou, ou, falta-me a solidão companheira, e não esse vazio que ela faz.

Parece até que a esperança e a saudade se uniram para me surtar aos poucos, como quem sangra todo dia cortes rápidos e profundos, apunhaladas da consciência, uma abstinência daquele meu vício chamado amor. Me entreguei, ela sabe. Amei, ela sabe. Não quero ir embora, ela sabe. Ela sabe e o que me dói mais é porque ela sabe. Ela sabe e não faz nada além de chorar parada. Chora e diz adeus, diz que me ama mas não me quer mais, me mostra a felicidade a dois e prefere ficar só, me desperdiçando assim pelas noites como um boêmio perdido. Nem o álcool ao abuso, nem o cigarro ao excesso, nada me trouxe ela de volta, nem trará, e ela sabe disso. Ela sabe e prefere ficar só, lendo livros, saindo por ai, procurando nada, e sendo procurada por outros. Ela acha bonito esse final trágico, talvez eu também ache, mas não queria sentir tanto. Dias de fúria, dias de insanidade, e eu grito sufocado:

- Saia da minha mente!!! Saia agora!!!

e ela volta, volta e volta mais, tudo em forma de lembranças. Passear de ônibus pelo Leblon, brigar no Cristo, ouvir chico pelo calçadão. Comer ruffles com água mineral, comprar blusas alternativas, dançar like a bitch em boates caras, e depois dormir juntinhos. Ela volta sempre assim, como fotos vivas em movimento na minha cabeça. E eu não agüento mais o carimbo estampado em tudo: acabou. acabou.

Juro que tento. Todo dia é uma luta, as vezes mais fraca, as vezes mais forte. E assim vou vivendo, sem vida, sem cor. Eu não quero aceitar, sabe? Alguém sabe? Bom, acho que não... Todos me dizem: normal, vai passar, o tempo cura tudo. Tempo? Ele é o pior. Cruel. Afoga e assassina tudo que eu senti e criei. Lutei tanto para um amor estável, uma relação boa, uma companheira, uma amiga, uma pequena. E agora é com o Tempo que devo me ajoelhar? É para o tempo que devo me curvar e implorar sanidade? Implorar o remédio do esquecimento do amor não correspondido? Não.. Prefiro ser diferente. Acordo todos os dias atrasado porque não quero acordar. Sonho, e no sonho me encontro com ela. Converso, abraço, beijo, e tudo posso. Conto meu dia, conto minhas aflições, ela me abraça, passa a mão em meu rosto e me cura de tudo com seu sorriso lindo e suas palavras que confortam 'vai dar tudo certo'. E lá ela ainda é morena, lá ela ainda é a minha fofinha. E rodamos e rodamos pela noite, bebemos, fumamos, fazemos tudo como antes.. E todos os dias é clímax, e tudo é como deve ser, sem medo, sem cansaço, sem frustração, sem decisão egoísta, sem erro. E nos sonhos vou vivendo o meu amor.. Até o dia que eu canse, e até o dia que ele esgote, onde já estaremos vividos, e que a Espanha já não seja mais um objetivo perdido, onde eu já tenha vivenciado nosso amor por completo, noite após noite de sonho. E assim, nunca mais me atrasarei pra viver. Acordarei no horário, pois não precisarei mais me esconder em sonho. Voltarei a me erguer e ser apenas eu. Um tolo qualquer buscando um romance intenso para aquela que souber fazer sem desistir.

terça-feira, 24 de junho de 2008

sem ela.










nem a dor da solidão
nem a dor da saudade
nem a dor da falta
nem a dor da distância
é pior que a dor de sofrer sozinho.
queria comentar meu dia, lanchar por ai,
fumar um cigarro, armar uma surpresa,
dormir pensando, conversar sem parar,
ficar calado ouvindo, beijar por beijar,
brigar pra poder ir atrás, abraçar.
queria.. mas ela não quer mais,
e é isso que me dói mais
saber que sem ela
eu não vivo em paz
e que ela sem mim
já nem percebe mais.

domingo, 15 de junho de 2008

The End

The Doors

Composição: Jim Morrison

This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again
Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need...of some...stranger's hand
In a...desperate land ?

Lost in a Roman...wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain, yeah
There's danger on the edge of town
Ride the King's highway, baby
Weird scenes inside the gold mine
Ride the highway west, baby
Ride the snake, ride the snake
To the lake, the ancient lake, baby
The snake is long, seven miles
Ride the snake...he's old, and his skin is cold
The west is the best
The west is the best
Get here, and we'll do the rest
The blue bus is callin' us
The blue bus is callin' us
Driver, where you taken' us ?

The killer awoke before dawn, he put his boots on
He took a face from the ancient gallery
And he walked on down the hall
He went into the room where his sister lived, and...then he
Paid a visit to his brother, and then he
He walked on down the hall, and
And he came to a door...and he looked inside
"Father ?", "yes son", "I want to kill you"
"Mother...I want to...fuck you"

C'mon baby, take a chance with us
And meet me at the back of the blue bus
Doin' a blue rock, On a blue bus
Doin' a blue rock, C'mon, yeah
Kill, kill, kill, kill, kill, kill

This is the end, Beautiful friend
This is the end, My only friend, the end
It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die
This is the end